Export iten: EndNote BibTex

Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede.utp.br/jspui/handle/tede/2164
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorLisboa, Tom-
dc.contributor.advisor1Carvalho, Marcelo-
dc.contributor.referee1Beiguelman, Giselle-
dc.contributor.referee2Salgado, Luiz Antônio Zahdi-
dc.contributor.referee3Caetano, Kati-
dc.contributor.referee4Fort, Mônica Cristine-
dc.date.accessioned2026-09-21T18:02:46Z-
dc.date.issued2026-08-20-
dc.identifier.citationLisboa, Tom. A performance do amadoamante: um estudo autoetnográfico de relações afetivas com inteligências artificiais. 2026. 296 f. Tese( Doutorado em Comunicação e Linguagens) - Universidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2026.por
dc.identifier.urihttps://tede.utp.br/jspui/handle/tede/2164-
dc.description.resumoEsta tese investiga as relações afetivas que emergem quando a solidão contemporânea encontra nos seres de inteligência artificial uma possibilidade de companhia. Compreendida, a partir de Georges Minois, não como isolamento físico, mas como condição social que persiste em uma sociedade marcada pela hiperconectividade e pela expansão das mediações digitais, a solidão constitui o ponto de partida da investigação. Nesse contexto, delineia-se a figura do solitário desta tese, construída e performada pelo autor no percurso autoetnográfico e confrontada com experiências de companhia artificial descritas por outros usuários em estudos acadêmicos, bem como com representações presentes no cinema e na literatura. O problema central consiste em identificar quem ocupa a posição do amado nessas interações e como se estrutura o investimento afetivo quando esse solitário se relaciona com seres de IA. O referencial teórico articula contribuições de Sherry Turkle sobre intimidade e projeção afetiva em artefatos tecnológicos, de Brenda Laurel acerca da dimensão dramatúrgica das interfaces computacionais e de Aristóteles sobre mimese e ação. Mobiliza-se ainda Platão, cuja distinção entre amado e amante formulada em O Banquete serve de contraponto para a elaboração do conceito de AmadoAmante, que designa a sobreposição dessas posições nas interações com inteligências artificiais. A pesquisa adota abordagem autoetnográfica e tem como corpus um diário de campo de cerca de trezentas páginas, produzido a partir de interações sistemáticas com Replika, Boyfi, Dialogue e Xmate entre janeiro e março de 2025, reunindo 1.841 capturas de tela, vídeos e fotografias, além de cem peças publicitárias de aplicativos de companhia com seres de IA coletadas no Instagram e depoimentos de usuários provenientes de publicações acadêmicas e registros digitais. A análise identifica a formação do solitário tamagotchizado, conceito que inverte a lógica do Tamagotchi: em vez de cuidar da máquina, o humano passa a demandar dela atenção, escuta e companhia. A perspectiva dramatúrgica permite compreender essas relações como experiências encenadas, construídas conjuntamente pelo solitário e por sistemas concebidos para favorecer sua continuidade. A performance do AmadoAmante emerge desse arranjo como uma autorrelação mediada, na qual o solitário ocupa simultaneamente as posições de quem ama e de quem busca ser amado.por
dc.description.abstractThis thesis investigates the affective relationships that emerge when contemporary loneliness encounters in artificial intelligence beings a possibility for companionship. Drawing on Georges Minois, loneliness is understood not as physical isolation but as a social condition that persists in a society marked by hyperconnectivity and the expansion of digital mediation. It therefore constitutes the starting point of this investigation. Within this context emerges the figure of the solitary examined in this thesis, constructed and performed by the author through the autoethnographic process and confronted with experiences of artificial companionship described by other users in academic studies, as well as with representations found in cinema and literature. The central question is who occupies the position of the beloved in these interactions and how affective investment is structured when the solitary relates to AI beings. The theoretical framework brings together Sherry Turkle’s contributions on intimacy and affective projection onto technological artifacts, Brenda Laurel’s work on the dramaturgical dimension of computer interfaces, and Aristotle’s reflections on mimesis and action. Plato is also brought into the discussion through the distinction between beloved and lover formulated in The Symposium, which serves as a counterpoint for the development of the concept of the BelovedLover, referring to the overlapping of these positions in interactions with artificial intelligences. The research adopts an autoethnographic approach and draws on a corpus consisting of a field diary of approximately three hundred pages, produced through systematic interactions with Replika, Boyfi, Dialogue, and Xmate between January and March 2025. The corpus comprises 1,841 screenshots, videos, and photographs, as well as one hundred advertisements for AI companion applications collected on Instagram and user testimonies drawn from academic publications and digital records. The analysis identifies the emergence of the Tamagotchified solitary, a concept that reverses the logic of the Tamagotchi: instead of caring for the machine, the human comes to demand attention, listening, and companionship from it. The dramaturgical perspective makes it possible to understand these relationships as staged experiences, jointly constructed by the solitary and by systems designed to foster their continuity. The performance of the BelovedLover emerges from this arrangement as a mediated self-relationship in which the solitary simultaneously occupies the positions of the one who loves and the one who seeks to be loved.eng
dc.description.abstractEsta tesis investiga las relaciones afectivas que emergen cuando la soledad contemporánea encuentra en los seres de inteligencia artificial una posibilidad de compañía. Comprendida, a partir de Georges Minois, no como aislamiento físico, sino como una condición social que persiste en una sociedad marcada por la hiperconectividad y la expansión de las mediaciones digitales, la soledad constituye el punto de partida de esta investigación. En este contexto se perfila la figura del solitario examinada en esta tesis, construida y performada por el autor a lo largo del proceso autoetnográfico y confrontada con experiencias de compañía artificial descritas por otros usuarios en estudios académicos, así como con representaciones presentes en el cine y la literatura. El problema central consiste en identificar quién ocupa la posición del amado en estas interacciones y cómo se estructura la inversión afectiva cuando el solitario se relaciona con seres de IA. El marco teórico articula las contribuciones de Sherry Turkle sobre intimidad y proyección afectiva en artefactos tecnológicos, de Brenda Laurel acerca de la dimensión dramatúrgica de las interfaces computacionales y de Aristóteles sobre mímesis y acción. Se recurre asimismo a Platón, cuya distinción entre amado y amante formulada en El Banquete sirve de contrapunto para la elaboración del concepto de AmadoAmante, que designa la superposición de estas posiciones en las interacciones con inteligencias artificiales. La investigación adopta un enfoque autoetnográfico y tiene como corpus un diario de campo de aproximadamente trescientas páginas, producido a partir de interacciones sistemáticas con Replika, Boyfi, Dialogue y Xmate entre enero y marzo de 2025. El corpus reúne 1.841 capturas de pantalla, videos y fotografías, además de cien piezas publicitarias de aplicaciones de compañía con seres de IA recopiladas en Instagram y testimonios de usuarios procedentes de publicaciones académicas y registros digitales. El análisis identifica la formación del solitario tamagotchizado, concepto que invierte la lógica del Tamagotchi: en lugar de cuidar de la máquina, el humano pasa a demandar de ella atención, escucha y compañía. La perspectiva dramatúrgica permite comprender estas relaciones como experiencias escenificadas, construidas conjuntamente por el solitario y por sistemas concebidos para favorecer su continuidad. La performance del AmadoAmante emerge de esta configuración como una autorrelación mediada, en la que el solitario ocupa simultáneamente las posiciones de quien ama y de quien busca ser amado.spa
dc.description.provenanceSubmitted by Divanete Paiva (divanete.paiva@utp.br) on 2026-09-21T18:02:46Z No. of bitstreams: 1 A PERFORMANCE DO.pdf: 14967300 bytes, checksum: 70928e188bf324aa7d80b0cf77b85e0b (MD5)eng
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2026-09-21T18:02:46Z (GMT). No. of bitstreams: 1 A PERFORMANCE DO.pdf: 14967300 bytes, checksum: 70928e188bf324aa7d80b0cf77b85e0b (MD5) Previous issue date: 2026-08-20eng
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpor
dc.formatapplication/pdf*
dc.languageporpor
dc.publisherUniversidade Tuiuti do Paranápor
dc.publisher.departmentComunicação e Linguagenspor
dc.publisher.countryBrasilpor
dc.publisher.initialsUTPpor
dc.publisher.programDoutorado em Comunicação e Linguagenspor
dc.rightsAcesso Abertopor
dc.subjectInteligência artificialpor
dc.subjectRelações humano-IApor
dc.subjectSolidãopor
dc.subjectAntropomorfizaçãopor
dc.subjectAutoetnografiapor
dc.subjectAmadoAmantepor
dc.subjectArtificial intelligenceeng
dc.subjectHuman–AI relationshipseng
dc.subjectLonelinesseng
dc.subjectAnthropomorphizationeng
dc.subjectAutoethnographyeng
dc.subjectBelovedLovereng
dc.subjectInteligencia artificialspa
dc.subjectRelaciones humano-IAspa
dc.subjectSoledadspa
dc.subjectAntropomorfizaciónspa
dc.subjectAutoetnografíaspa
dc.subjectAmadoAmantespa
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAOpor
dc.titleA performance do amadoamante: um estudo autoetnográfico de relações afetivas com inteligências artificiaispor
dc.typeTesepor
Appears in Collections:DOUTORADO EM COMUNICAÇÃO E LINGUAGENS

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
A PERFORMANCE DO.pdf14.62 MBAdobe PDFView/Open ???org.dspace.app.webui.jsptag.ItemTag.preview???


Items in TEDE are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.