@MASTERSTHESIS{ 2026:1554468629, title = {Experiências adversas na infância, histórico infracional familiar e traços subclínicos de personalidade em mulheres em situação de privação de liberdade}, year = {2026}, url = "https://tede.utp.br/jspui/handle/tede/2168", abstract = "O crescimento da população feminina em situação de privação de liberdade nas últimas décadas tem ampliado o interesse científico pelas vivências dessas mulheres com o propósito de contextualizar essa realidade complexa. Nesse contexto, o presente estudo investigou as relações entre experiências adversas na infância (EAI), o histórico infracional familiar e os traços subclínicos de personalidade, incluindo características associadas à psicopatia subclínica, em mulheres em situação de privação de liberdade. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, transversal e correlacional, realizada com 89 mulheres, com idades entre 21 e 68 anos (M = 38,91; DP = 10,19), em regime de progressão no Centro de Integração Social (CIS), localizado na região Sul do Brasil. Foram utilizados os seguintes instrumentos: Questionário Internacional de Experiências Adversas na Infância (EAI-QI), Inventário de Histórico Infracional Familiar (IHIF), Inventário Dimensional Clínico da Personalidade 2 (IDCP-2), Expanded Levenson Self-Report Psychopathy (E-LSRP) e um questionário sociodemográfico. As análises incluíram estatísticas descritivas e correlações de Pearson, com bootstrapping para obtenção de intervalos de confiança de 95%. Os resultados evidenciaram EAI, com maiores médias brutas para abuso sexual, violência coletiva e negligência física. Todas as participantes relataram ao menos um familiar com histórico infracional. No IDCP-2, as maiores médias foram observadas nos fatores Ansiedade, Superioridade e Impulsividade, enquanto, na ELSRP, o fator Antissocial apresentou a maior média, seguido por Insensibilidade e Egocentrismo. Violência doméstica, negligência emocional, violência comunitária e violência coletiva apresentaram relações com traços predominantemente externalizantes, incluindo Agressividade, Antagonismo, Violência, Inconsequência, Impulsividade e Tomada de Risco. Também foram observadas relações entre histórico infracional familiar e diferentes EAI, destacando-se bullying e abuso sexual. O histórico infracional familiar correlacionou-se significativamente com Agressividade, Antagonismo, Violência, Inconsequência e Impulsividade do IDCP-2. Não foram observadas relações significativas dos fatores da ELSRP com as EAI ou com o histórico infracional familiar. Os achados ampliam a compreensão das relações entre as variáveis investigadas em mulheres em situação de privação de liberdade e apontam para a importância de ações articuladas de proteção e suporte nos âmbitos familiar, comunitário, educacional, da saúde e da assistência social, considerando as vulnerabilidades e as possíveis repercussões das experiências adversas ao longo do desenvolvimento. No contexto prisional, destacam a relevância de intervenções psicossociais sensíveis às especificidades dessas mulheres, com atenção à saúde mental, ao fortalecimento de vínculos e à reinserção social.", publisher = {Universidade Tuiuti do Paraná}, scholl = {Mestrado em Psicologia Forense}, note = {Psicologia Forense} }