@PHDTHESIS{ 2026:1321007095, title = {Experiências imersivas: entre promessas comunicacionais e vivências de consumo}, year = {2026}, url = "https://tede.utp.br/jspui/handle/tede/2140", abstract = "A tese investiga o fenômeno das experiências imersivas na sociedade contemporânea, analisando a relação entre promessas comunicacionais e vivências de consumo em exposições e eventos culturais apresentados com o tema. O estudo parte do pressuposto de que a experiência se tornou um valor central na economia do consumo, frequentemente utilizada como estratégia discursiva e mercadológica para atrair o público interessado em novidades sensoriais. O objetivo é compreender por que a experiência se tornou um valor social requisitado e utilizado para a venda de produtos e serviços. Para isso, discute o desejo por novas experiências na contemporaneidade a partir da análise de propostas comerciais e institucionais de experiências imersivas. Também procura verificar em que medida a promessa comunicacional da experiência se concretiza na vivência do público. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, combinando revisão teórica interdisciplinar referente às áreas de Comunicação, Filosofia, Sociologia e Cultura com métodos empíricos. Utiliza a autoetnografia e um protocolo baseado na Teoria dos Quatro Reinos da Experiência de Pine e Gilmore (2019) para analisar a promessa e vivência de seis experiências imersivas e das tecnologias de mediação – imediação e hipermediação – empregadas. Também incorpora a técnica flânerie para a observação atenta dos ambientes e públicos das experiências selecionadas entre 2023 e 2025. Os resultados indicam que, na maioria dos casos analisados, as promessas de experiências imersivas se concretizam em vivências multissensoriais imersivas do público, com cinco de seis experiências cumprindo o que foi previamente anunciado e prometido. O público de fato consumiu o mito, convertendo discursos em memórias e experiências reais. Observou-se, contudo, um padrão expográfico com poucas variações conceituais entre as exposições analisadas. Também é possível verificar que a imersão não depende exclusivamente das tecnologias empregadas, mas do envolvimento sensorial e emocional e da disponibilidade subjetiva do participante em interagir com o conteúdo. A tese aqui defendida é a de que embora o discurso da experiência funcione como estratégia mercadológica e mito comunicacional, ele frequentemente se materializa em vivências reais, ainda que inseridas na lógica da economia da experiência. A fundamentação teórica ancora-se em autores como Aristóteles (1973), Platão (1985), Kant (1988), Dewey (1929), Benjamin (1994), Han (2023), Barthes (2001), Baudrillard (1995), Gumbrecht (2006), Dubet (1996), Bondía (2002), Schmitt (2002) e Pine e Gilmore (2019), entre outros pesquisadores, articulando fundamentos filosóficos e comunicacionais sobre experiência, consumo e imersão.", publisher = {Universidade Tuiuti do Paraná}, scholl = {Doutorado em Comunicação e Linguagens}, note = {Comunicação e Linguagens} }