@MASTERSTHESIS{ 2026:33046420, title = {Os padrões faciais nas variações anatômicas das articulações temporomandibulares}, year = {2026}, url = "https://tede.utp.br/jspui/handle/tede/2137", abstract = "Objetivo: Este estudo está dividido em dois artigos, cujo objetivo principal foi analisar as correlações entre distintos padrões faciais e as variações anatômicas das estruturas das articulações temporomandibulares. Metodologia: O Estudo 1 trata-se de uma revisão sistemática cujo objetivo seria investigar a potencial associação entre diferentes tipos faciais e a presença de disfunção temporomandibular. Foram incluídos estudos observacionais (transversais e de coorte) que avaliaram adultos diagnosticados com DTM com base nos critérios DC/TMD ou RDC/TMD e que relataram classificação morfológica facial. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta Joanna Briggs Institute (JBI). O Estudo 2 é um estudo transversal baseado na análise de 627 radiografias de 410 mulheres e 323 homens, com idade mediana de 15 anos. Dois avaliadores realizaram a coleta dos dados em radiografias panorâmicas e traçados cefalométricos em telerradiografias laterais que foram executados por um ortodontista com formação em Radiologia. Todos os exames foram obtidos com o equipamento Orthophos SG 2D/3D (Dentsply Sirona Inc.) comparando as diferenças entre os sexos em termos de dimensões lineares e angulares. As variáveis mensuradas incluíram a morfologia da cabeça da mandíbula, do processo coronoide, da incisura coronoide além da distância Co-Gn e das 4 medidas lineares largura e altura das cabeças das mandíbulas e largura e altura do ramo mandibular, e ainda os ângulos cefalométricos: FMIA, SNA, SNB e ANB. Resultados: No estudo 1 após análise de 38 estudos, houve uma tendência de associação entre padrões faciais hiperdivergentes, retrognatismo mandibular e rotação mandibular posterior com maior prevalência de DTM dolorosa, principalmente de origem muscular. A relação entre má oclusão e DTM mostrou-se inconsistente, embora alguns subgrupos de Classe II tenham apresentado maior frequência de sintomas. A heterogeneidade nos métodos cefalométricos e nos critérios diagnósticos limitou a comparação direta entre os estudos. O estudo 2 evidenciou associação do comprimento maxilar com o comprimento e largura da cabeça da mandíbula e do ramo mandibular. O padrão facial vertical esteve inversamente associado tanto à largura e comprimento da cabeça da mandíbula quanto do ramo. O retrognatismo mandibular é inversamente associado ao comprimento da cabeça da mandíbula e à largura do ramo mandibular, e o prognatismo apresentou associação proporcional aos mesmos. Os indivíduos do sexo masculino apresentaram valores significativamente maiores de comprimento e largura do ramo, bem como de largura da cabeça da mandíbula. Conclusão: Ambos os artigos confirmaram a hipótese de que existe uma associação entre o padrão facial e a morfometria condilar, porém não devemos considerar um preditor autônomo, mas podem contribuir para o aprimoramento da análise cefalométrica e orientar abordagens terapêuticas mais individualizadas, especialmente em casos que envolvem disfunções temporomandibulares ou intervenções orto cirúrgicas.", publisher = {Universidade Tuiuti do Paraná}, scholl = {Mestrado em Odontologia}, note = {Odontologia} }